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quarta-feira, 26 de abril de 2017

PT aposta que só cortes superiores podem livrar Lula de inelegibilidade para disputar 2018


No andar de cima A cúpula do PT não acredita mais na possibilidade de o ex-presidente Lula chegar a agosto de 2018, quando ocorre o registro de candidaturas, sem condenação colegiada que o deixe inelegível. Creem que o petista deve ser sentenciado por Sergio Moro em até quatro meses. O Tribunal Regional Federal leva, em média, só 120 dias para analisar recurso — e mantém ou amplia a pena em 70% das decisões do juiz. Para que ele dispute o Planalto, a sigla aposta em liminar a ser obtida no STF ou STJ.
Brecha Trecho do artigo 26 da Lei da Ficha Limpa prevê que tribunais superiores podem suspender a inelegibilidade por liminar se considerarem o recurso do réu plausível. O PT quer manter Lula em alta nas pesquisas até lá, para ter os números como instrumento de pressão.
Última que morre Os petistas ainda têm esperanças de que Antonio Palocci não faça delação premiada, ou ao menos poupe o partido, apesar dos enfáticos sinais em sentido contrário. A sigla deve enviar emissário para medir a temperatura do ex-ministro em Curitiba.
Sintomático A esquerda aguarda com expectativa os atos marcados para o dia 28. Se os protestos contra as reformas do governo Michel Temer forem grandes, avaliam, o ambiente de atuação de Lula tende a melhorar.
Regra do jogo O governo repetirá sob os holofotes o discurso de que os atos são democráticos. Nos bastidores, trabalhará para desmobilizar categorias como professores, policiais e trabalhadores rurais, bradando as mudanças no texto da reforma da Previdência.
Ponta do lápis Mesmo em um cenário otimista, a articulação política do governo contava, no fim da semana, com um deficit de pelo menos 30 votos para aprovar a reforma na Câmara.
Mais uma A exemplo do Planalto, o PSDB na Câmara montou força-tarefa para acompanhar postagens nas redes sobre as reformas trabalhista e previdenciária. Quer medir o grau de informação dos internautas e antecipar eventuais mobilizações.
Menos um A OAB de São Paulo vai engrossar os protestos contra a reforma trabalhista. Fará, nesta terça-feira (25), ato para criticar a Câmara pela aprovação do regime de urgência da proposta.
Bumerangue Às vésperas da votação da reforma trabalhista, a direção da Força Sindical enviou carta aos deputados afirmando que, se aprovarem o fim da contribuição obrigatória aos sindicatos, darão “um tiro no pé”.


Fogo amigo A Força afirma que só a CUT, ligada ao PT, tem fontes de financiamento alternativas. “Sua espinha dorsal há anos não depende do imposto”, dizem. O fim da contribuição, concluem, debilitaria apenas as “centrais abertas ao diálogo” com o governo Michel Temer.




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