BRASÍLIA - Integrantes do governo brasileiro comemoraram a decisão dos Estados Unidos de retirar a sanção contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e o fato de não ter havido nenhuma contrapartida por parte do governo brasileiro para que isso acontecesse.
Apesar de integrantes do governo norte-americano usarem a tramitação do projeto de lei com redução de penas para envolvidos nos ataques golpistas, integrantes do governo brasileiro ouvidos pela reportagem insistem não haver qualquer relação entre os dois assuntos.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira, 12, a retirada das sanções contra Moraes baseadas na Lei Magnitsky. Apesar de não atribuírem diretamente a decisão ao avanço do projeto de redução de penas dos condenados pelos ataques golpistas, integrantes do governo norte-americano mencionaram a proposta como um ponto de interesse dos Estados Unidos.
Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversaram na última terça-feira, 2. O petista pediu a Trump que retirasse a sanção contra Moraes e outras autoridades. Fontes do governo brasileiro dizem que, pelo tom do telefonema, o presidente norte-americano demonstrou entender que essa questão era importante para o Brasil. Por isso, creditam ao telefonema entre os dois o mérito para a retirada da sanção.
Fonte: O Estadão


