O Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com saldo negativo no caixa, uma espécie de “cheque especial”. Segundo o Relatório de Gestão Fiscal (RGF) divulgado pelo Governo do Estado, a disponibilidade de recursos fechou negativa em pouco mais de R$ 3 bilhões. Esse é o valor que faltava, em 31 de dezembro, para que o Estado pudesse efetivamente honrar suas obrigações já empenhadas.
A disponibilidade de caixa negativa indica que parte das despesas empenhadas não tem cobertura de caixa. Pode indicar uso de receitas futuras para cobrir despesas presentes. O dado é especialmente relevante agora, pois 2026 é o último ano de mandato dos atuais governadores. Por lei, é proibido fazer novos gastos sem recursos disponíveis e deixar dívidas para os sucessores.
Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com base nos relatórios fiscais de todos os estados mostram que o Rio Grande do Norte teve o 2º pior resultado do País, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que terminou 2025 com saldo negativo em R$ 11,3 bilhões.
Além de Minas e RN, outras cinco unidades da federação começaram o ano com caixa negativo: Alagoas (-R$ 926 milhões), Distrito Federal (-R$ 876 milhões), Rio Grande do Sul (-R$ 765 milhões), Tocantins (-R$ 288 milhões) e Acre (-R$ 280 milhões).
O Estadão destaca que “ficar sem dinheiro em caixa não paralisa a máquina pública automaticamente, mas é um alerta para as gestões estaduais, pois demonstra que o Estado não tem dinheiro suficiente para quitar as despesas herdadas de anos anteriores — os chamados restos a pagar — e assumir novos compromissos”.
Fonte: Agora RN







































