Feriado Estadual: Dia dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu


Mártires de Cunhaú e Uruaçu ou Protomártires do Brasil, é o título dado aos 30 cristãos martirizados, no interior do Rio Grande do Norte. Foram vitimas de dois morticínios, ambos no ano de 1645, no contexto das invasões holandesas no Brasil. O primeiro na Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho de Cunhaú, município de Canguaretama; outro em Uruaçu, comunidade do município de São Gonçalo do Amarante.


Situa-se na faixa litorânea meridional do estado, ao sul da capital, Natal, distando desta 67 km.[9] Ocupa uma área de 245,529 km², sendo que 1,6578 km² estão em perímetro urbano,[6] e sua população foi estimada no ano de 2015 em 33,623 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística,[10] sendo então o décimo quinto mais populoso do estado e primeiro de sua microrregião.
A sede tem uma temperatura média anual de 25,6°C e na vegetação do município há a predominância das florestas subcadacifólias e dos manguezais. Sua taxa de urbanização é de 65,45%, classificando Canguaretama como o 75º município mais urbanizado do Rio Grande do Norte. Com dezenove estabelecimentos de saúde (2009), o IDH do município é de 0,600, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o 133º maior do estado.
O município de Canguaretama foi desmembrado de Natal na década de 1850. O nome Canguaretama tem origem no tupi, onde etama, em língua tupi, significa "terra, região"[11] e "canguá" designa um tipo de peixe (Stellifer rastrifer Jord. & Eig)[12], gerando a etimologia "terra de canguás".

Primórdios


A história de Canguaretama começa ainda durante a época do Brasil Colônia, muito antes de ser elevado à categoria de município. Em 1645, ocorreu um dos eventos considerados como um dos mais históricos do Rio Grande do Norte: o martírio de Cunhaú e Uruaçu, que ocorreu quando os índios Janduís e mais de duzentos holandeses (que chegaram e ocuparam o Capitania do Rio Grande do Norte entre 1633 e 1654), a comando de Jacob Rabi - delegado do Conde Maurício de Nassau - mataram cruelmente cerca de setenta fiéis e o Padre André de Soveral. No momento da morte, os fiéis estariam a uma missaque estava sendo celebrada na Capela de Nossa Senhora das Candeias, localizado no Engenho Cunhaú, a alguns quilômetros da Barra do Cunhaú. Na época, esse engenho era o centro da economia potiguar, ainda bastante primitiva. Foram também mortas as pessoas que se encontravam em um grande engenho. Apenas três pessoas conseguiram escapar.[13][14]
No século XVIII, em 1743, o padre André do Sacramento funda o primeiro núcleo colonizador que futuramente iria dar origem a Canguaretama, a Aldeia Gramació, cuja localização se dava à margem esquerda da Barra de Cunhaú e a mais de uma légua de distância. Em 3 de maio de 1755 (ou 1769), por meio de uma carta régia, a aldeia é elevada à categoria de vila com o nome de Vila Flor. Após a expulsão dos jesuítas, a sede municipal, que era localizada em Vila Flor, foi transferida para povoado de Uruá. Em 19 de julho de 1858, por meio da lei n° 567 esse povoado é elevado à categoria de município com o nome de Canguaretama, desmembrando-se de Natal. O nome "Canguaretama" significa terra de canguás.

De 1860 aos dias atuais


O povoado de Canguaretama possuía uma circunscrição religiosa, com o nome de "Penha", conservada em 1860 pela lei provincial n° 468. O nome foi dado por um missionário, o Frei Serafim de Catania. Nos primeiros anos de emancipação, Canguaretama tinha uma economia cuja base era o cultivo da cana-de-açúcar, a pesca e a comercialização do pau-brasil. Em 1882, a sede municipal ganhou uma estação ferroviária. Três anos depois, em 16 de abril de 1885, a sede é elevada à categoria de cidade, que foi instalada quatro meses depois, em 18 de setembro daquele mesmo ano.[13]
Em 1892, são criados e anexados a Canguaretama os distritos de Baía Formosa e Vila Flor. Em 1911, o município era formado pelos distritos de Baía Formosa, Canguaretama e Vila Flor, porém todos foram extintos em 1933 e Canguaretama passou a ser constituída apenas pelos distritos sede. Em 1938, é recriado o distrito de Vila Flor, cujo nome foi alterado para "Flor" dois anos depois (1940), mas apenas oito anos o distrito voltou a ter seu nome original. Cinco anos depois (1953), o extinto distrito de Baía Formosa é recriado e, em 1958, o distrito é emancipado e Baía Formosa torna-se novo município do Rio Grande do Norte. Em 1963, Canguaretama era formada pelos distritos de Canguaretama e Vila Flor, mas depois passou a ser constituído apenas pelo distrito sede com o desmembramento do distrito de Vila Flor, em 31 de dezembro de 1963. De 1963 até os dias atuais, o município de Canguaretama é formado apenas pelo distrito sede.[15]