O caso do Banco Master exige mão firme e exemplar por parte das autoridades do Poder Executivo e, acima de tudo, condução criteriosa do Judiciário encarregado de eventuais punições aos responsáveis.
Até o momento, não surgiram elementos suficientes para desqualificar as ações tomadas pelo Supremo, sob a responsabilidade do relator do processo naquela instância, o ministro Dias Toffoli.
A priori, porém, não se deve deixar de considerar os questionamentos feitos a eventuais conexões do ministro com as partes, que pudessem trazer dúvidas sobre sua necessária imparcialidade.
Fonte: Brasil 247
Congresso reabre com Lava Jato II e tentativa de transformar Lula em pato manco
Não se trata de uma reabertura legislativa rotineira. O Congresso volta a funcionar nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, num ambiente de alta combustão, com quatro frentes simultâneas de instabilidade.
O escândalo BRB/Master e seu cinturão de influências no DF; a reativação do método lavajatista para recolocar Lula sob suspeita difusa; o avanço do ministro Flávio Dino sobre a caixa-preta das emendas; e a CPMI do INSS, que a direita tenta empurrar para depois. Somadas, essas frentes produzem um objetivo político comum. Não necessariamente derrotar Lula, mas reduzir sua capacidade de governar, caso vença, transformando-o num presidente eleito sob cerco.
O Brasil entra na reta final do calendário eleitoral com um Congresso que já não opera como arena de deliberação pública, mas como centro nervoso de uma disputa de poder que se dá por fora do rito legislativo.
A pauta formal – projetos, comissões, votações – será atravessada por uma pauta informal, mais determinante: a luta por controle de orçamento, por proteção contra investigações e por hegemonia narrativa.
É nesse terreno que a reabertura do Parlamento precisa ser lida.
Fonte: Revista Fórum





