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15 de Novembro Proclamação da República


Quem proclamou a República do Brasil?


O militar Marechal Deodoro da Fonseca foi quem proclamou a República no dia 15 de novembro de 1889. Na época, ele era chefe de exército e reuniu militares, além de apoiadores do movimento para invadir a praça da Aclamação do Rio de Janeiro e fazer a derrubada do governo monárquico.

Com isso, no mesmo dia, Deodoro da Fonseca assinou um contrato provisório que lhe daria autonomia para governar o país até que fosse elaborada uma nova Constituição, já que a antiga ainda defendia a Monarquia como principal forma de governo. Antes de ocorrer a Proclamação da República, o país vivia um momento difícil de insatisfação da população com a atual política e os militares também se sentiam muito desvalorizados.

Durante quase 70 anos o Brasil viveu um regime monárquico, pois de 1822 a 1889 o país foi governado por dois imperadores: D. Pedro I e D. Pedro II.

Ao longo dos anos, esse regime já não conseguia atender as necessidades sociais do povo. O baixo clero e os profissionais liberais tais como comerciantes, agricultores, médicos e outros, estavam insatisfeitos com o atual cenário político do país, pois eles não tinham poder de decisão.

O antigo imperador D. Pedro II,  que foi quem governou o país por mais tempo, criou uma grande briga com a Igreja Católica devido à grande interferência que exercia nas questões religiosas. 

O regime monárquico também impôs grande censura aos militares, que se sentiam descontentes desde o não reconhecimento da participação deles na Guerra do Paraguai (1864-1870). Isso foi um dos principais fatores que desencadeou a organização do movimento republicano e a organização da Proclamação da República.

A população exigia um país mais democrático e menos autoritário. Deodoro da Fonseca, bem como outros militares que participaram do ato da Proclamação da República, eram a favor da Monarquia. Mas, com a desvalorização que acontecia em relação a eles, muitos estavam se sentindo traídos.

No início, o objetivo era derrubar apenas o gabinete do imperador, por isso Deodoro da Fonseca agiu por acreditar que haveria represália do governo, caso ele fosse preso. Contudo, não foi o que aconteceu, pois o governo monárquico não esboçou nenhuma reação.







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