O senador Styvenson Valentim (PSDB) protocolou ofício ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo providências sobre a execução das emendas de bancada do Rio Grande do Norte relativas ao exercício de 2025. No documento, o parlamentar questiona a forma como a bancada potiguar definiu a distribuição dos bloqueios e contingenciamentos.
Ao longo do ano passado, em razão da necessidade de cumprir metas fiscais, o Governo Federal promoveu bloqueios e contingenciamentos no orçamento destinado às emendas parlamentares. Com isso, deputados e senadores de cada estado tiveram de reprogramar o envio de alguns recursos.
Styvenson indica que não participou das decisões sobre os cortes. O parlamentar afirma que a decisão da bancada potiguar não observou exigências legais de colegialidade, transparência e rastreabilidade. Segundo o senador, o contingenciamento foi encaminhado à Secretaria de Relações Institucionais (SRI), do Governo Federal, por meio de “mera planilha”, sem deliberação formal, sem ata, sem quórum qualificado e sem registro nominal dos votos.
O parlamentar sustenta que o Congresso exige que decisões sobre emendas passem por reunião formal e obtenham aprovação qualificada, seguindo regras posteriores e uma norma que só permite a execução das emendas se as atas forem publicadas, e os responsáveis pelas decisões, identificados.
O congressista aponta efeitos concretos do procedimento, entre eles o cancelamento de um empenho de cerca de R$ 12,7 milhões destinado ao município de Natal (RN).
Segundo o ofício, a condução da decisão teria atendido a interesses de um grupo específico da bancada potiguar, formada pelos deputados Robinson Faria (PP), Benes Leocádio (União Brasil), Natália Bonavides (PT), Fernando Mineiro (PT) e João Maia (PP), além da senadora Zenaide Maia (PSD).
Ao final, Styvenson pede que o STF verifique a regularidade das deliberações da bancada do RN sobre o contingenciamento das emendas, determine a aplicação do critério proporcional ou linear na ausência de decisão formal válida e analise o cancelamento do empenho.
A reportagem do AGORA RN procurou o coordenador da bancada federal do RN, Robinson Faria, e aguarda a manife nacional do partido.
Fonte: Agora RN
POPLITICA: Decisão de Walter de não assumir o governo e apoiar Allyson tem aval do MDB nacional, diz diretório no RN
O MDB do Rio Grande do Norte afirmou nesta sexta-feira 23, em comunicado à imprensa, que a decisão de Walter Alves de renunciar à Vice-Governadoria para ser candidato a deputado estadual e de apoiar a candidatura de Allyson Bezerra (União) para o Governo do Estado tem a concordância da direção nacional do partido.
A declaração ocorre em meio a especulações de que o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, poderia intervir no diretório potiguar por uma articulação do PT em Brasília.
No comunicado, o MDB informa que Walter Alves tem mandato como presidente do partido até, pelo menos, março de 2027. “O presidente nacional da legenda, Baleia Rossi, incumbiu Walter de seguir presidindo o diretório estadual e conduzir o MDB durante as eleições de 2026”, afirma a legenda do vice-governador.
A renovação do mandato de Walter Alves já foi comunicada à Justiça Eleitoral. O partido enviou à imprensa documentos que atestam a permanência do vice-governador como principal representante do MDB no Rio Grande do Norte. “A prorrogação do mandato comprova a confiança da direção nacional no trabalho que vem sendo desenvolvido no Estado”, diz o diretório potiguar.
Fonte: Agora RN





