O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a ação dos Estados Unidos na Venezuela e a prisão de Nicolás Maduro, ocorrida em 3 de janeiro, classificando o episódio como mais um sinal do enfraquecimento do direito internacional e da ordem multilateral construída no pós-Segunda Guerra Mundial.
As declarações foram feitas em artigo publicado neste domingo 18 no jornal norte-americano The New York Times. No texto, Lula alertou que o uso frequente da força por grandes potências compromete a autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente do Conselho de Segurança, e ameaça a paz e a estabilidade globais.
Segundo o presidente, quando a força deixa de ser exceção e passa a ser regra na resolução de conflitos, o sistema internacional se fragiliza. Ele argumentou ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais gera desordem e enfraquece tanto os Estados quanto o próprio multilateralismo.
Lula voltou a afirmar que ações unilaterais provocam impactos negativos em cadeia, como interrupção do comércio, redução de investimentos, aumento do fluxo de refugiados e dificuldades adicionais no enfrentamento do crime organizado e de outros desafios transnacionais. Para ele, é especialmente preocupante que esse tipo de prática esteja sendo direcionado à América Latina e ao Caribe.
No artigo, o presidente destacou que esta seria a primeira vez, em mais de dois séculos de história independente, que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos. Ele defendeu que a região, que abriga mais de 660 milhões de pessoas, tem seus próprios interesses e não deve se submeter a projetos hegemônicos.
Fonte: Agora RN
Ato convocado por desembargador reúne apoiadores de Bolsonaro no DF e pede prisão domiciliar
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) participaram, neste domingo (18), de uma manifestação no Eixão Sul, em frente ao Banco Central, em Brasília. O ato foi convocado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e pelo desembargador aposentado Sebastião Coelho, reunindo manifestantes em defesa de pautas como anistia, justiça e melhores condições para Bolsonaro, que está preso desde novembro.
Entre as principais reivindicações do grupo está a concessão de prisão domiciliar ou prisão humanitária ao ex-presidente. Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e foi transferido na última quinta-feira (15) para o Complexo Penitenciário da Papuda.
Ao comentar a transferência, o senador Izalci Lucas classificou a medida como “crueldade” e “ato de vingança”, alegando preocupação com o estado de saúde do ex-presidente. Segundo ele, Bolsonaro passou por diversas cirurgias e ainda estaria em recuperação. O parlamentar afirmou que a distância da unidade prisional pode dificultar o acesso rápido a atendimento médico em situações de emergência.
Durante o ato, Sebastião Coelho fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes. Para o desembargador aposentado, o país vive um cenário de “cerceamento de liberdades” provocado por decisões judiciais. Ele afirmou que as condições de custódia impostas a Bolsonaro colocariam a vida do ex-presidente em risco.
Fonte: Blog do Xerife





